Médica preparando a ponteira do laser Red Touch em consultório da Clínica Wulkan

O laser Red Touch é um laser italiano da DEKA que emite em 675 nm — um comprimento de onda absorvido diretamente pelo colágeno — e foi premiado como melhor laser no AMWC 2025, em Monte-Carlo. A Clínica Wulkan tem o aparelho em São Paulo e o utiliza em rosácea, poiquilodermia, melasma, cicatriz de acne e qualidade da pele, com pouco tempo de recuperação e em qualquer época do ano.

Quer saber como funciona a consulta e o procedimento? Veja a página sobre aplicação de Red Touch em São Paulo, com benefícios, indicações, estudos e orientações para pacientes.

Assista: o Red Touch Pro apresentado pelo Dr. Claudio Wulkan

No vídeo, gravado num congresso internacional de medicina estética, o Dr. Claudio Wulkan conversa com o representante da DEKA sobre o funcionamento do aparelho — o mesmo que a clínica utiliza hoje.

Revisado por Dr. Claudio Wulkan — dermatologista, CRM-SP 90.579 · RQE 39944. Formado em 1997 pela Escola Paulista de Medicina (UNIFESP), com quase 30 anos de experiência em dermatologia e mais de 20 tecnologias no tratamento da pele. Última revisão: setembro de 2026.

Sumário: o que você vai encontrar aqui sobre laser Red Touch

O Dr. Claudio Wulkan é especialista na aplicação do laser Red Touch — dermatologista (CRM-SP 90.579 · RQE 39.944), formado pela UNIFESP em 1997, membro do corpo clínico do Hospital Albert Einstein, professor de laser em dermatologia (online e presencial) e autor de trabalhos e cursos médicos de laser, com quase 30 anos de experiência e mais de 20 tecnologias para a pele. Ter o aparelho é o começo; o que muda o resultado é saber em que indicação ele entra sozinho, em que casos ele entra combinado a outra tecnologia e quais parâmetros o seu fototipo tolera. A Clínica Wulkan, fundada em 1985, atende com o Red Touch nas duas unidades — Jardim Paulista e Osasco.

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O que é o laser Red Touch e por que 675 nm

O Red Touch é um laser de luz vermelha fabricado pela italiana DEKA, do grupo El.En. A versão atual, o Red Touch Pro, é a que está na clínica. O que o distingue dos demais é o comprimento de onda: 675 nanômetros, uma faixa absorvida principalmente pelo colágeno, e não pela água ou pela melanina como acontece na maioria dos lasers usados em pele.

Na prática, isso significa que a energia é entregue onde o envelhecimento realmente acontece — na sustentação da pele — em vez de destruir a superfície para provocar reparo. O disparo é fracionado, atingindo microcolunas de tecido e preservando a pele ao redor, e o sistema tem resfriamento integrado.

É por isso que ele é classificado como não ablativo: não remove a camada superficial. Comparado ao laser de CO2, entrega menos por sessão e exige mais sessões, mas com recuperação muito mais curta e risco menor — diferença que importa, sobretudo em quem não pode ficar dias com o rosto marcado. Para entender a outra família, veja laser fracionado.

O prêmio do AMWC 2025 e a experiência de quem usa

O Red Touch Pro foi premiado como melhor laser no AMWC 2025, o congresso mundial de medicina antienvelhecimento realizado em Monte-Carlo, na categoria de tecnologias baseadas em energia — reconhecimento registrado na nota oficial do grupo fabricante, com o link na seção de artigos científicos.

Além do prêmio, há a experiência prática: são dezenas de relatos de colegas médicos, no Brasil e no exterior, que apontam o Red Touch como a melhor opção que encontraram para esse tipo de pele — e esse foi um dos motivos pelos quais adquirimos o aparelho. Nos congressos internacionais dos últimos anos, era a máquina de que mais se falava. Com a experiência da Clínica Wulkan em laser e tecnologias, é hoje um dos equipamentos que mais usamos.

Como em qualquer tecnologia, a resposta varia de pessoa para pessoa, e o plano é definido em avaliação médica — nenhum aparelho substitui o diagnóstico.

Para que serve: as indicações na clínica

Rosácea e vermelhidão do rosto

Na rosácea, o Red Touch trabalha a qualidade e a textura da pele que ficou frágil e reativa depois de anos de inflamação — e entra combinado às tecnologias vasculares, que são as que fecham vaso. Veja o tratamento completo em especialista em rosácea.

Poiquilodermia de Civatte (vermelhidão e manchas no colo)

É uma das indicações em que o aparelho mais se destaca, porque a poiquilodermia junta mancha, vaso e pele fina — e o 675 nm cobre justamente o componente que os lasers vasculares não alcançam. Detalhes em melhor laser para poiquilodermia.

Melasma

O melasma é um dos temas mais estudados com o 675 nm, com trabalhos publicados inclusive em peles mais pigmentadas — historicamente as mais difíceis de tratar com laser. Veja a abordagem da clínica em especialista em melasma.

Cicatriz de acne

Um estudo prospectivo publicado em 2026 avaliou o 675 nm em cicatrizes atróficas de acne em fototipos III e IV, com melhora medida por imagem tridimensional — evidência recente e independente do fabricante, citada abaixo. Veja também especialista em cicatriz de acne.

Qualidade da pele, poros e rugas finas

Por atuar diretamente no colágeno, é indicado para textura, poros dilatados, rugas finas e firmeza — inclusive como manutenção, em pessoas que não querem procedimentos com recuperação longa.

Como é a sessão, dói e quanto tempo de recuperação

A sessão dura de 20 a 40 minutos, conforme a área. A sensação é de calor com pequenos toques; o resfriamento do aparelho e, quando necessário, creme anestésico deixam o procedimento bem tolerado — nos estudos publicados, a dor média fica na faixa baixa das escalas de avaliação.

Depois, a pele fica avermelhada e levemente inchada por algumas horas a um ou dois dias, às vezes com aspecto de leve queimadura de sol. Não há curativo, e a maioria das pessoas volta às atividades no mesmo dia, com maquiagem liberada em geral no dia seguinte.

O protocolo mais comum é de 3 sessões, com intervalo de 4 semanas, e o resultado continua evoluindo por meses depois da última — porque o colágeno novo leva tempo para se organizar. O número exato depende da indicação e é definido na avaliação.

Pele morena e verão: por que é diferente

Boa parte dos lasers usados em mancha e textura é muito absorvida pela melanina, o que aumenta o risco de mancha pós-inflamatória em peles mais pigmentadas e limita o uso em quem está bronzeado. O 675 nm tem absorção menor pela melanina, e é essa característica que sustenta os estudos publicados em fototipos mais altos.

Isso não elimina o cuidado: fototipo, histórico de exposição solar e uso de medicações continuam entrando na decisão, e pele recém-bronzeada segue sendo motivo para adiar a sessão. Mas, na prática, é um dos aparelhos com maior margem de segurança para a pele brasileira, e pode ser usado ao longo do ano — com protetor solar diário, sempre.

Quanto custa o laser Red Touch em São Paulo

Na Clínica Wulkan, cada sessão com o laser Red Touch fica, em geral, entre R$ 650 e R$ 2.000. O que move o valor é a área tratada (rosto, colo, ou os dois), o número de disparos e a eventual combinação com outra tecnologia na mesma sessão. O valor exato sai da avaliação, junto com a indicação.

Vale pensar no plano completo, e não na sessão isolada: como o protocolo típico é de três sessões, é o conjunto que define o custo real — e um plano bem indicado costuma render mais do que sessões avulsas de aparelhos diferentes.

Sessão avulsa ou programa. Dá para fazer sessões avulsas, mas o resultado vem da combinação: por isso a clínica trabalha com programas de tratamento da rosácea, que juntam num plano só os lasers e as tecnologias indicados para o seu caso. Os programas ficam, em geral, entre R$ 1.200 e R$ 8.000, variando com os aparelhos escolhidos, o número de sessões e as tecnologias associadas. O valor exato do seu programa sai da avaliação, junto com o diagnóstico.

Artigos científicos recentes sobre laser Red Touch

Cicatriz de acne em pele morena, estudo independente (2026). Grupo do Hospital Siriraj, da Universidade Mahidol, na Tailândia, tratou 16 adultos com cicatrizes atróficas de acne em fototipos III e IV, em 3 sessões mensais: o escore de cicatriz melhorou 14,5% seis meses após a última sessão, com melhora medida também em textura e volume da cicatriz por imagem tridimensional, e metade dos participantes com melhora de 25% ou mais na avaliação cega. Publicado em Lasers in Surgery and Medicine: Prospective Evaluation of a Fractional 675-nm Nonablative Laser for Atrophic Acne Scars in Fitzpatrick Skin Types III–IV (PMC12913738).

Revisão da tecnologia (2024). Revisão publicada em Dermatologic Clinics percorreu a literatura do 675 nm até 2023 e concentrou os achados em três frentes — envelhecimento da pele, melasma e cicatriz de acne —, concluindo que a tecnologia que tem o colágeno como alvo é promissora nessas condições, com resultados clínicos bons ainda que variáveis entre os estudos: New Insight into Nonablative 675-nm Laser Technology (PubMed 37977683).

Fotoenvelhecimento facial (2023). Piccolo e colaboradores, na Itália, trataram 35 pacientes com o laser de 675 nm e observaram melhora significativa das rugas na escala de Fitzpatrick modificada aos 6 meses, com dor média de 1,17 em 10 e sem efeitos adversos além de vermelhidão leve em dois casos: New 675 nm Laser Device: The Innovative and Effective Non-Ablative Resurfacing Technique (PMC10386306).

Prêmio AMWC 2025. O reconhecimento como melhor laser está na nota oficial do grupo fabricante: RedTouch PRO awarded Best Laser (El.En. Group). Vale a transparência: parte dos estudos publicados sobre o 675 nm tem participação de autores ligados ao fabricante — o trabalho tailandês de 2026 citado acima é independente.

Associar tecnologias sempre melhora o que se vê no espelho. Tratar rosácea com um aparelho só é escolher qual parte do problema vai ficar sem tratamento. Associar lasers e tecnologias sempre melhora o aspecto, porque cada uma alcança o que a outra não alcança. O ensaio de 2026 que somou procedimento ao tratamento medicamentoso mais que dobrou a taxa de sucesso no eritema e reduziu a recaída em seis meses de 68,4% para 20%.

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