Tratamento do melasma com Dermatologista em São Paulo – Osasco – Alphaville

 

Aula mais teórica sobre as causas e tratamento do melasma e das manchas de pele
Introdução

Alterações da pigmentação cutânea são queixas dermatocosméticas comuns; além das alterações físicas aparentes, costumam causar intenso sofrimento psíquico e baixa autoestima, principalmente nas mulheres. Dentre os problemas mais comuns de hiperpigmentação, destacam-se:

  • Melasma
  • Lentigos solares
  • Hiperpigmentação pós-inflamatória
  • Hiperpigmentação periorbitária (olheiras)

O melasma é melanodermia crônica, comum, usualmente vista em mulheres na idade fértil, que se apresenta por máculas acastanhadas em áreas fotoexpostas. Pode ter três diferentes apresentações: centro facial que afeta bochechas, fronte, lábio superior, nariz e queixo; malar, bochechas e nariz, mandibular que acomete a região da mandíbula. É considerada hiperatividade do sistema melânico culminando com maior síntese de melanina.

Fatores relacionados ao aparecimento do melasma:

  • Exposição solar
  • Gravidez ou uso de anticoncepcional
  • Disfunção nutricional
  • Herança genética
  • Medicações como progesterona e drogas antiepiléticas como a hidantoína
  • Idiopáticos (cerca de 1/3 dos casos)
  • Calor (piorar ou desencadear o melasma)
  • Menopausa
  • Pré-menstrual
  • Reposição hormonal pós-menopausa

A etiopatogenia do melasma não está bem elucidada,

mas pelo fato do melasma apresentar períodos de remissão no inverno e piora no verão, acredita-se que a radiação ultravioleta promova a peroxidação dos lipídios da membrana celular, com formação de radicais livres que estimulam os melanocitos a produzirem melanina excessivamente causando a hiperpigmentação, com a transferência de organelas chamadas melamossomos dos melanocitos para os queratinócitos das camadas superiores.

No melasma, os melanocitos são denominados tipo específico; são secretores, os melanossomos são maiores, mais densos e alongados. São células com memória; uma vez ativadas aumentam o metabolismo exercendo a função para a qual foram diferenciadas e por isso o tratamento é difícil podendo levar anos.

O melasma pode ser classificado segundo sua localização do pigmento na pele pelo exame realizado com luz de Wood; (epidérmico, dérmico, misto e inaparente) e histologicamente (epidérmico, dérmico e misto).

A localização do pigmento na epiderme ou derme é fator importante na determinação do prognóstico do paciente com melasma. Pacientes com melasma como pigmento localizado na epiderme respondem melhor ao tratamento que os pacientes dérmicos ou mistos.

A proposta para o tratamento das hipercromias objetiva diminuir a proliferação dos melanocitos, degradar ou inibir a formação dos melanossomos e remover a melanina pré-formada. Dessa forma, o tratamento das hipercromias, principalmente do melasma, procura clarear e diminuir a área afetada com o menor número de reações adversas.

Este artigo relata o caso clínico de uma paciente com melasma que tratou a pele durante o inverno com a fórmula de Kligman associada à emulsão com decapeptídeo- 12 Lumixyl™; novo ativo clareador.

O tratamento das hiperpigmentações da pele, principalmente do melasma é difícil, lento e muitas vezes desanimador para o paciente e para o médico. Além da dificuldade do tratamento ocorrem recidivas principalmente pela exposição solar e muitos pacientes não toleram o tratamento com ácidos e despigmentantes pela sensibilidade que a pele pode apresentar ou ainda, nos casos de melasma, tratamentos agressivos podem levar ao efeito rebote. A associação de substâncias clareadoras potencializa os efeitos do clareamento e atuam nos vários estágios da produção da melanina.

A tretinoina dispersa os grânulos de melanina nos queratinócitos, interfere na transferência de melanina para os queratinócitos e acelera a renovação celular epidérmica onde os queratinócitos se desprendem mais rapidamente junto com o pigmento em seu interior. A hidroquinona é padrão ouro e provoca uma diminuição dos melanossomos, inibição da tirosinase e aumento da excreção de melanina e consequente clareamento local, mas tem o seu tempo de uso limitado há alguns meses devido à possibilidade de causar efeito rebote e corticoide de baixa potência diminui a irritabilidade e aumenta a potência da associação

A ablação controlada da epiderme é método efetivo para acelerar a remoção da melanina na camada basal. Deve-se promover a descamação dos queratinócitos de uma forma sem estimular os melanócitos tipo específicos, para não ocorrer o efeito rebote.

A esfoliação química feita com ácidos como alfa hidroxácidos, ácido salicílico e o resorcinol podem ser usados, mas o ácido que apresenta melhor resultado e maior segurança é o ácido retinoico que diminui a atividade citocrínica; atividade de transferência do melanócito para o queratinócito e favorece a mobilização dos melanófagos dérmicos devido à angiogênese provocada pelo ácido. Pode ser usado em concentrações menores no dia a dia ou maiores na forma de peelings.

O grande problema nesta fase do tratamento é a tolerabilidade da pele que pode apresentar os efeitos colaterais das medicações como irritação, prurido, eritema e descamação.

 A proteção solar é fundamental no tratamento das hipercromias e deve sempre ser usado devido à sensibilidade do melanócito ao sol.

A associação de formulação clareadora e com poucos efeitos colaterais pode aumentar o clareamento da fórmula de Kligman diminuindo os efeitos irritativos que causariam o rebote nessa fase e podendo continuar sendo usado na manutenção em qualquer fase do ano após o uso da fórmula de Kligman na fase de manutenção.

 

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Tradução e comentários, 
Dr. Claudio Wulkan , Dermatologia Clínica e Cirúrgica
UNIFESP- Escola Paulista de Medicina
Revisor Científico de Livros de Dermatologia da Editora Médica Manole
Assistente Depto. de Dermatologia da FMABC 

Membro das:
Sociedade Brasileira de Dermatologia
Sociedade Brasileira de Cirurgia Dermatológica
American Academy of Dermatology
Corpo Clínico Hosp. Israelita Albert Einstein Alphaville desde 2004

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