O laser de CO2 fracionado é um laser ablativo que vaporiza a pele em milhares de microcolunas, estimulando a produção de colágeno e a renovação da superfície. Em São Paulo, na Clínica Wulkan, ele é usado há mais de 15 anos para rejuvenescimento facial, cicatrizes de acne, rugas, manchas (exceto melasma) e estrias, sempre com avaliação médica individual.
Revisado por Dr. Claudio Wulkan — CRM-SP 90.579 · RQE 39944 · Dermatologia. Atualizado em 19/07/2026.
Sumário: o que você vai encontrar aqui sobre o laser de CO2 fracionado
- O que é o laser de CO2 fracionado
- Como funciona e o que significa “fracionado”
- Para que serve: indicações do CO2
- Sessões, recuperação e cuidados
- CO2 x Lavieen x Erbium: qual o melhor?
- Quanto custa o laser de CO2 fracionado
- O que a ciência mostra em 2026
- Perguntas frequentes
- Avaliação com o time da Clínica Wulkan
O que é o laser de CO2 fracionado

É impossível falar em rejuvenescimento sem falar de laser. Entre as dezenas de tecnologias disponíveis hoje, o laser de CO2 fracionado continua sendo uma das mais utilizadas e estudadas para tratar a pele em profundidade. Ele é um laser ablativo: em vez de aquecer a pele por baixo, ele efetivamente vaporiza microscópicas colunas de tecido, provocando uma renovação controlada e um forte estímulo de colágeno.
Indicações mais comuns do laser de CO2:
- Rejuvenescimento de face, pescoço e mãos
- Rugas finas e profundas (maçã do rosto, pálpebras, ao redor da boca)
- Manchas na pele (exceto melasma)
- Cicatrizes, principalmente de acne
- Estrias
Como funciona e o que significa “fracionado”
O laser de CO2 atua aquecendo a água da pele a altas temperaturas, causando a quebra controlada da pele envelhecida ou da cicatriz — que será substituída por uma pele mais nova. Esse calor também estimula a camada profunda da pele a produzir e reorganizar o colágeno, proteína responsável pela sustentação. O resultado é uma pele mais firme e homogênea, com melhora das irregularidades superficiais e profundas.
O que quer dizer “fracionado”?
Fracionado significa que o feixe do laser foi dividido em vários microfeixes. Imagine o laser não fracionado como um cano largo lançando água, e o fracionado como um chuveiro: ele atinge a pele em profundidade, mas preserva ilhas de pele intacta ao redor de cada microcoluna. Isso acelera a cicatrização, com menos efeitos colaterais e recuperação mais rápida do que os lasers ablativos antigos.
A consequência prática do fracionamento é o que interessa a quem vai tratar: como a pele intacta em volta de cada microcoluna serve de reservatório de cicatrização, a recuperação é bem mais curta do que a do laser antigo, aplicado em toda a superfície. Em troca, o resultado por sessão é menor — e é por isso que o protocolo costuma ser feito em etapas, com intervalo para a pele se refazer entre elas.
Outros usos do CO2
Além da estética, o CO2 auxilia em cirurgias plásticas (sobretudo de pálpebras) e trata ou remove lesões de pele benignas — nevos, acrocórdons, hiperplasias, verrugas, fibromas e uma ampla gama de lesões externas.
Para que serve: indicações do CO2
Cicatrizes de acne
O efeito do CO2 sobre as cicatrizes — de qualquer origem — é torná-las menos evidentes, mais superficiais e menores. Em cicatrizes de acne e de catapora, é comum aplicarmos não só nas marcas, mas em todo o rosto, deixando a pele mais uniforme. As cicatrizes não desaparecem por completo; alguns casos exigem tratamentos associados, como subcisão, preenchimento e microagulhamento, dependendo do grau de sequela.
Estrias
O laser de CO2 fracionado é considerado um dos tratamentos mais eficazes para estrias — ao lado de lasers fracionados não ablativos e do microagulhamento. O objetivo é deixar as estrias mais estreitas, menos profundas e mais discretas. Estria é uma cicatriz: podemos melhorar muito, mas dificilmente fazê-la sumir por completo. Desconfie de promessas milagrosas.
Sessões, recuperação e cuidados
Quantas sessões são necessárias?
O número varia bastante. Em média, de 2 a 4 sessões já trazem resultado expressivo. Há uma tendência atual de fazer o tratamento de forma mais leve e superficial, ao longo de mais sessões, em vez de uma única sessão forte e profunda: é um caminho um pouco mais lento e caro, porém substancialmente mais seguro.
O que define o número é a indicação, não uma tabela: cicatriz de acne profunda, flacidez leve e textura irregular respondem em ritmos diferentes, e a densidade e a profundidade escolhidas em cada aplicação mudam a conta. Há um detalhe que costuma surpreender: parte do resultado continua aparecendo por meses depois da última sessão, porque o colágeno novo leva tempo para se organizar. Avaliar cedo demais leva a somar sessão sem necessidade.
Qual o período de recuperação?
Depende da profundidade do tratamento. Os mais superficiais têm recuperação em torno de 5 a 7 dias; os mais profundos podem levar de 2 a 3 semanas. Numa sessão superficial (a mais realizada), o paciente costuma voltar ao trabalho no 3º dia. É essencial não se expor ao sol por, no mínimo, 3 semanas — quem não consegue evitar o sol não deve realizar o procedimento.
Vale planejar a agenda com folga, e não só contar os dias: os primeiros dias trazem vermelhidão e sensação de pele repuxada, seguidos de descamação fina. O ponto mais importante da recuperação é a fotoproteção rigorosa nas semanas seguintes — pele recém-tratada exposta ao sol é a via mais comum para manchas, e isso vale mais para o resultado final do que qualquer creme milagroso. A orientação específica é entregue no dia do procedimento.
Cuidados antes do procedimento
Alguns médicos usam um creme preparatório (ácidos e clareadores) nos dias anteriores. Também indicamos um antiviral para prevenir herpes facial, já que o calor do laser pode “despertar” o vírus adormecido — lembrando que o laser não transmite qualquer infecção. Um anestésico é aplicado sobre a pele 40 minutos a 1 hora antes. Peles recém-bronzeadas não devem ser tratadas, e fototipos mais altos (pele morena ou negra) precisam de avaliação individual pelo maior risco de manchas.
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CO2 x Lavieen x Erbium: qual o melhor?
Não existe “melhor laser” universal — existe o laser certo para cada pele e cada objetivo. O CO2 fracionado é o mais potente para cicatrizes profundas e rejuvenescimento intenso, mas exige mais tempo de recuperação. O Lavieen e os lasers de Erbium são alternativas com recuperação mais curta para casos mais leves. A escolha depende do seu tipo de pele, da agenda social e do resultado desejado — por isso a avaliação médica é indispensável.
Quanto custa o laser de CO2 fracionado
Na Clínica Wulkan, o laser de CO2 fracionado costuma ficar entre R$ 1.200 e R$ 5.000 por sessão. A variação é grande porque o valor depende da área tratada (uma cicatriz pontual, o rosto inteiro, ou rosto + pescoço + colo), da profundidade e intensidade planejadas e do número de sessões previstas para o seu caso.
O valor exato só é definido depois da avaliação médica, quando entendemos o seu objetivo e o seu tipo de pele. Este é um intervalo educativo, não uma promoção. Desconfie de preços muito abaixo do mercado: a seleção correta dos casos e a experiência de quem aplica o laser fazem diferença direta na segurança e no resultado.
O que a ciência mostra em 2026
A literatura mais recente reforça o papel do CO2 fracionado, mas com critérios cada vez mais claros de indicação e segurança:
Rejuvenescimento
Um consenso internacional de 21 especialistas publicado em Lasers in Surgery and Medicine (2025) mantém o CO2 fracionado ablativo como referência para rugas moderadas a avançadas e textura da pele fotoenvelhecida, definindo como perfil ideal o paciente de 40 a 60 anos, com pele clara e rugas moderadas — cenário em que a maioria do painel espera melhora consistente.
Cicatrizes de acne
Uma meta-análise de 2026 no Journal of Cosmetic Dermatology (8 estudos randomizados, 249 pacientes) mostrou que o CO2 fracionado tem eficácia ligeiramente superior à radiofrequência microagulhada nas cicatrizes de acne, porém com mais dor, mais vermelhidão e maior risco de manchas.
Uma revisão sistemática de 2026 no Skin Research and Technology complementa esse quadro: o CO2 costuma ser melhor nas cicatrizes profundas e bem demarcadas (tipo “ice-pick”), enquanto a radiofrequência microagulhada se sai melhor nas cicatrizes onduladas e em peles mais escuras — e a combinação das duas pode ter efeito somado nos casos mistos. Por isso a avaliação define a melhor estratégia para cada pele.
Segurança e tipo de pele
O mesmo consenso de 2025 aponta a hiperpigmentação (manchas escuras) como o efeito adverso mais relatado, mais frequente em fototipos mais altos — e recomenda preparo da pele e afastamento do sol nas semanas anteriores. Uma revisão de 2026 em PRS Global Open é ainda mais cautelosa e sugere, em peles negras e muito morenas (Fitzpatrick IV–VI), preferir alternativas com menor risco de mancha, como lasers não ablativos e radiofrequência microagulhada. É exatamente por isso que, na Clínica Wulkan, os parâmetros do laser são ajustados caso a caso — e nem toda pele é candidata ao CO2 ablativo.
Perguntas frequentes sobre laser de CO2 fracionado
O laser de CO2 acaba com as estrias?
Não elimina por completo. É uma das armas mais eficazes que temos, mas não existe hoje tratamento que faça toda estria sumir. O objetivo é tornar as estrias mais estreitas e discretas. Estrias finas e recentes (por exemplo, nas mamas) respondem melhor.
O que separa um caso do outro é sobretudo a cor e o tempo da estria. A estria vermelha (rubra), ainda inflamada e recente, tem vasos e células ativas por perto e costuma responder melhor; a estria branca (alba), já madura, é uma cicatriz atrófica antiga, com menos material para o organismo trabalhar, e exige mais sessões para um ganho menor. Largura, profundidade e região do corpo também mudam a expectativa — abdome e coxas costumam ser mais difíceis do que mamas e braços.
Por isso, o combinado antes de começar não é o desaparecimento da estria, e sim quanto ela pode ficar mais estreita, mais clara e menos perceptível na textura. O número de sessões e o intervalo entre elas variam de pessoa para pessoa, e em muitos casos o CO2 entra associado a outros recursos, como microagulhamento ou bioestimulador. Esse plano é definido pelo médico em avaliação presencial, depois de ver a pele e o tipo de estria.
O CO2 elimina marcas de acne e de catapora?
Torna as cicatrizes mais superficiais, menores e menos evidentes, com bons resultados — mas elas não somem totalmente. Casos mais profundos podem precisar de tratamentos associados, como subcisão, preenchimento e microagulhamento.
A resposta depende muito do formato da cicatriz. As chamadas boxcar (bordas retas, fundo plano) e as onduladas (rolling) tendem a responder melhor ao CO2 fracionado, porque o estímulo de colágeno reduz a diferença de nível. Já as ice pick, estreitas e profundas como picadas de agulha, dificilmente melhoram só com laser e costumam pedir técnicas pontuais associadas, como o TCA cross ou a subcisão. A maioria das pessoas tem mais de um tipo ao mesmo tempo, o que explica por que o resultado nunca é uniforme no rosto inteiro.
É comum planejar mais de uma sessão, com intervalo de semanas a meses, e reavaliar a cada etapa — o colágeno continua se organizando por meses depois de cada aplicação, então avaliar cedo demais engana. Fototipos mais altos exigem cautela extra pelo risco de mancha pós-inflamatória, e nesses casos os parâmetros são reduzidos e o preparo da pele ganha importância. A definição do que usar, quando e em que intensidade sai da avaliação individual.
Todos podem fazer o tratamento com CO2?
Não. Quem usa medicações que sensibilizam a pele (tetraciclinas, isotretinoína) precisa suspendê-las antes, sob orientação médica. Não há estudos em gestantes. Peles recém-bronzeadas não devem ser tratadas, e fototipos mais altos exigem avaliação individual. Áreas com feridas ativas não são tratadas — a acne é uma exceção e pode ser tratada mesmo ativa.
Além dessas contraindicações, há um conjunto de situações que não impedem o tratamento, mas mudam a conduta: histórico de herpes labial (que costuma pedir profilaxia antiviral antes da sessão), tendência a queloide, doenças autoimunes em atividade, diabetes descompensado e tabagismo — todos interferem na cicatrização. Uso recente de isotretinoína merece atenção especial e o intervalo seguro para tratar é decidido caso a caso pelo médico, não por regra fixa de internet.
É por isso que a consulta antes da sessão não é formalidade: é nela que se checa medicação em uso, histórico de cicatrização, fototipo e exposição solar recente, e se decide se aquele é o momento certo. Em parte dos casos a conclusão é adiar ou preparar a pele antes, e essa também é uma resposta legítima. A avaliação é presencial e individual.
Quais são os efeitos colaterais e riscos?
Todo laser oferece risco. Os mais comuns são queimaduras, manchas escuras, manchas brancas e marcas (temporárias ou definitivas). A seleção adequada dos casos e a experiência de quem aplica são a melhor prevenção.
Vale separar o que é esperado do que é complicação. Vermelhidão, inchaço, sensação de queimadura leve, aspecto de pele áspera e formação de crostas finas fazem parte da recuperação normal e cedem em dias. Já sinais de infecção, dor que aumenta em vez de diminuir, bolhas ou áreas que não cicatrizam devem ser comunicados à equipe imediatamente — quanto antes se intervém, menor a chance de deixar marca.
A hiperpigmentação pós-inflamatória, aquela mancha escura que pode surgir semanas depois, é o efeito indesejado mais frequente em peles mais pigmentadas, e costuma ser transitória quando bem conduzida. O risco cai com seleção adequada do caso, parâmetros ajustados ao fototipo, cuidado rigoroso no pós e fotoproteção — que aqui não é detalhe, é parte do tratamento. Nenhum procedimento médico é isento de risco, e o balanço entre benefício e risco é discutido antes com o paciente.
Existe uma época ideal para o tratamento?
A melhor época é a de menor exposição solar. Como no Brasil as estações não são tão definidas, o ideal é o período em que você conseguir ficar longe do sol por pelo menos 12 a 15 dias. Com cuidados adequados, pode ser feito o ano todo.
Esses 12 a 15 dias não são só sobre praia: contam sol de trajeto, esporte ao ar livre, janela de escritório e até luz visível intensa. Na prática, muita gente organiza a sessão para o início de um período de férias ou de trabalho remoto, quando dá para controlar melhor a exposição e não há compromisso social logo depois — o rosto fica visivelmente vermelho e descamando na primeira semana.
Fora esse ponto, o que costuma pesar mais na escolha da data é a rotina do paciente do que a estação do ano. Se a área tratada é o corpo e fica coberta pela roupa, a janela de oportunidade é maior; se é o rosto, o planejamento precisa ser mais cuidadoso. A orientação de pós-procedimento e a data mais adequada saem da avaliação com o médico.
Em quanto tempo vejo o resultado?
Assim que o vermelhão passa e eventuais crostas caem, já se percebe melhora — em geral na segunda semana. O estímulo de colágeno continua por mais 3 a 4 meses após a sessão.
Convém separar duas coisas que costumam se confundir: a melhora imediata, que vem da renovação da camada superficial e aparece já na segunda semana, e o ganho tardio, que vem da remodelação de colágeno e se acumula ao longo de três a quatro meses. Por isso a foto tirada trinta dias depois quase nunca conta a história completa, e a avaliação do resultado real costuma ser marcada para depois desse intervalo.
Quando o objetivo é cicatriz mais profunda ou estria antiga, o resultado se constrói ao longo de mais de uma sessão, e o ganho de cada uma se soma ao da anterior. A quantidade de sessões, o intervalo e o resultado possível variam de pessoa para pessoa, conforme tipo de pele, idade, hábito de fotoproteção e a lesão tratada — nada disso é definido antes da avaliação presencial.
Laser de CO2 ou Lavieen: qual o melhor?
Depende do objetivo. O CO2 é mais potente para cicatrizes profundas e rejuvenescimento intenso, com mais recuperação; o Lavieen tem recuperação mais curta e é interessante para casos mais leves e manutenção. A indicação certa sai da avaliação da sua pele.
Na prática, a diferença central é o quanto cada um se propõe a remover e reconstruir. O CO2 fracionado é ablativo: vaporiza colunas microscópicas de pele e provoca um estímulo profundo de colágeno, com o custo de alguns dias de recuperação visível. O Lavieen, um túlio 1927 nm, atua de forma mais superficial e delicada, com pouco ou nenhum afastamento social, sendo mais interessante para textura, poros, manchas superficiais e manutenção.
Não é raro que os dois entrem no mesmo plano, em momentos diferentes — CO2 para a etapa de correção e Lavieen para manutenção ao longo do ano, por exemplo. A escolha depende do que incomoda, do fototipo, do tempo de recuperação que o paciente consegue reservar e do histórico de tratamentos anteriores. A Clínica Wulkan trabalha com mais de 20 tecnologias justamente para poder indicar a mais adequada a cada caso, e essa definição é feita na consulta.
Nem toda mancha responde ao CO2 fracionado, e o melasma é o exemplo mais claro: ele pede baixa fluência e, muitas vezes, outro comprimento de onda. A página sobre qual laser escolher compara os equipamentos por subtipo de melasma.
Avaliação com o time da Clínica Wulkan
Somos uma clínica especialista na aplicação de laser de CO2 em São Paulo há mais de 15 anos. Cada pele é diferente, e o plano de tratamento precisa ser individual e seguro. Agende uma avaliação com o time da Clínica Wulkan para definir a melhor estratégia para o seu caso. Atendemos em São Paulo (Jardim Paulista) e Osasco (Centro).
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