Graus da Celulite
Os 4 graus da celulite descrevem a gravidade do problema, do mais leve ao mais avançado: no grau 0 a pele é lisa; no grau I as covinhas só aparecem ao comprimir ou contrair; no grau II elas surgem sozinhas em pé; e no grau III ficam visíveis em pé e deitada, com aspecto de “colchão”. Definir o grau é o que orienta o tratamento certo para cada caso.
Sumário: o que você vai encontrar aqui sobre os 4 graus da celulite
- O que são os graus da celulite
- Os 4 graus (classificação de Nürnberger-Müller)
- A escala de Hexsel (CSS): uma avaliação mais completa
- Por que definir o grau importa
- Tratamentos indicados por grau
- O que a ciência mostra (estudo de 2024)
- Perguntas frequentes
O que são os graus da celulite
A celulite (termo técnico: paniculopatia edemato-fibroesclerótica) aparece quando septos de colágeno atravessam a gordura logo abaixo da pele e a ancoram para baixo, enquanto os lóbulos de gordura empurram para cima. O resultado é o aspecto “acolchoado”, com covinhas e ondulações — mais comum em coxas, glúteos e quadris. Não é sinal de excesso de peso: mulheres magras também têm, por fatores hormonais, genéticos e de circulação. Para entender o mecanismo em detalhe, veja entendendo a celulite.
Para tratar bem, primeiro é preciso medir. Há décadas os médicos classificam a celulite em graus de gravidade — uma forma padronizada de dizer o quanto ela é aparente e o quanto está estruturada na pele. A classificação mais conhecida é a de Nürnberger e Müller, que separa a celulite em quatro níveis (do grau 0 ao grau III).

Os 4 graus da celulite (classificação de Nürnberger-Müller)
A classificação clássica usa um teste simples: observar a pele em repouso (em pé e deitada) e ao apertá-la (o “teste do beliscão”) ou contrair o músculo. Conforme o resultado, a celulite se enquadra em um dos quatro graus:
Grau 0 — sem celulite aparente
A pele fica lisa em pé e deitada, e continua lisa mesmo ao comprimir ou beliscar. Não há sinais de celulite.
Grau I — celulite leve
Em repouso a pele parece lisa, mas as covinhas aparecem quando se comprime a região (teste do beliscão) ou quando o músculo é contraído. É o estágio inicial, muitas vezes percebido só pela própria pessoa.
Grau II — celulite moderada
As covinhas e ondulações aparecem espontaneamente quando a pessoa está em pé, sem precisar apertar a pele. Deitada, a pele tende a ficar mais lisa. É o grau em que a celulite passa a incomodar visualmente.
Grau III — celulite avançada
As depressões e o aspecto de “colchão” ficam visíveis tanto em pé quanto deitada, de forma permanente, muitas vezes acompanhados de flacidez da pele. É o grau que costuma exigir abordagens combinadas.
A escala de Hexsel (CSS): uma avaliação mais completa
A classificação de Nürnberger-Müller é útil e fácil de entender, mas olha basicamente para uma coisa: se as covinhas aparecem ou não. A dermatologista brasileira Doris Hexsel propôs uma escala mais detalhada, a Cellulite Severity Scale (CSS), que avalia cinco aspectos — número de depressões, profundidade delas, aspecto do relevo da pele, presença de flacidez e o grau da classificação clássica — dando uma nota a cada um. O total define se a celulite é leve, moderada ou grave.
Na prática, isso importa porque duas pessoas podem estar no “mesmo grau” e ter celulites bem diferentes: uma com poucas covinhas profundas, outra com muitas covinhas rasas e flacidez associada. Avaliar esses detalhes é o que permite montar um plano de tratamento realmente individual, em vez de um protocolo único para todo mundo.
Por que definir o grau importa
O grau (e o tipo de covinha) é o que orienta a escolha do tratamento. Covinhas fixas, que aparecem porque uma trave fibrosa puxa a pele, respondem melhor a procedimentos que liberam essa trave. Já a flacidez e a textura da pele pedem estímulo de colágeno. Por isso não existe “o tratamento da celulite” — existe o tratamento indicado para aquele grau, naquela pessoa.
De forma geral: graus mais leves (I e início do II) costumam responder bem a estímulo de colágeno e tecnologias; graus mais avançados (II e III), com covinhas fixas e flacidez, costumam exigir abordagens combinadas — liberar as traves e, ao mesmo tempo, firmar a pele.
Tratamentos indicados por grau
Na Clínica Wulkan, a conduta é sempre individual e costuma combinar mais de uma abordagem, conforme o grau e o tipo de covinha:
- Subcisão: libera mecanicamente as traves fibrosas que formam as covinhas fixas — o passo mais direto para o “furinho” dos graus II e III.
- Bioestimuladores de colágeno (como Sculptra e Radiesse): melhoram a firmeza e a qualidade da pele; combinados à subcisão, ajudam a elevar a depressão e a evitar que a trave volte a se formar.
- Radiofrequência e outras tecnologias: agem na firmeza e na gordura subcutânea, somando ao resultado — úteis nos graus leves e como complemento nos avançados.
Não há um único “melhor” tratamento: o que funciona depende do grau. Entenda a lógica da escolha em o melhor tratamento para celulite, veja o programa de tratamento de celulite da clínica ou, se a queixa é na região das coxas, veja tratamento de celulite na coxa.
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O que a ciência mostra sobre os graus da celulite (estudo de 2024)
Os graus não são só uma impressão visual: há uma base estrutural mensurável por trás de cada um. Um estudo publicado em 2024 na revista Diagnostics avaliou 114 mulheres (18 a 67 anos) com celulite na parte de trás das coxas, usando ultrassom de alta frequência para medir a espessura da gordura, a “hérnia” de gordura que empurra a pele e a rigidez do tecido — e comparou essas medidas com o grau clínico de cada paciente.
Houve correlação estatisticamente significativa (p ≤ 0,001) entre o grau e essas medidas: quanto mais avançado o grau, maior e mais firme era a protrusão de gordura sob a pele. Comparando o grau I com o grau III, a espessura da gordura subcutânea foi cerca de 113% maior e a rigidez do tecido cerca de 82% maior. Curiosamente, peso e IMC isolados não se correlacionaram com o grau — reforçando que celulite não é sinônimo de excesso de peso. É um estudo observacional (não um teste de tratamento), mas ajuda a explicar por que graus mais avançados costumam exigir abordagens mais robustas.
Perguntas frequentes
Quantos graus de celulite existem?
A classificação clássica de Nürnberger-Müller descreve quatro graus: grau 0 (sem celulite), grau I (aparece só ao comprimir), grau II (aparece em pé) e grau III (aparece em pé e deitada). Escalas mais modernas, como a de Hexsel (CSS), acrescentam detalhes como número de covinhas, profundidade e flacidez.
Como saber qual é o meu grau de celulite?
O grau é definido em uma avaliação médica, observando a pele em pé e deitada e com o teste do beliscão. Na consulta também se avalia o tipo de covinha e a presença de flacidez, o que é decisivo para escolher o tratamento.
Grau mais alto tem tratamento?
Sim. Mesmo o grau III tem tratamento, normalmente combinando subcisão (para as covinhas fixas) com bioestimuladores e tecnologias (para firmeza). Não se “apaga” a celulite para sempre, mas dá para melhorar bastante o aspecto e manter com acompanhamento.
Creme e massagem mudam o grau da celulite?
Têm efeito limitado, porque agem na superfície e não alcançam as traves fibrosas que formam as covinhas. Os resultados consistentes vêm de subcisão, bioestimuladores e tecnologias, indicados conforme o grau.
Emagrecer diminui o grau da celulite?
Nem sempre. Celulite não é sinal de excesso de peso e mulheres magras também têm graus avançados. Emagrecer pode ajudar em alguns casos, mas o grau depende principalmente das traves fibrosas e da estrutura da pele, não do peso.
Quer saber em que grau está a sua celulite e qual tratamento é indicado? Fale com o time da Clínica Wulkan pelo WhatsApp e agende sua avaliação.
Atendemos em duas unidades — Jardim Paulista (São Paulo) e Osasco Centro — sob a responsabilidade do Dr. Claudio Wulkan (CRM-SP 90.579 · RQE 39.944). Na avaliação, classificamos o grau da celulite, explicamos o que cada tratamento pode fazer no seu caso e montamos um plano seguro e individual.