Melasma tem três variantes, definidas pela profundidade do pigmento: epidérmico, dérmico e misto. Essa classificação não é acadêmica — é o que decide o tratamento. O epidérmico responde melhor a ativos tópicos; o dérmico exige recursos que alcancem a camada profunda, como o microagulhamento; e o misto, o mais comum, pede combinação. Definir em qual você está é o primeiro objetivo da avaliação.

Conteúdo revisado por Dr. Claudio Wulkan — dermatologista, CRM-SP 90.579 · RQE 39.944. Atualizado em setembro de 2026.

Sumário: o que você vai encontrar aqui sobre tipos de melasma

O Dr. Claudio Wulkan é especialista em melasma e conduz há mais de 15 anos o ambulatório dedicado ao melasma na Clínica Wulkan. Dermatologista formado pela UNIFESP (1997), CRM-SP 90.579 e RQE 39.944, integra o corpo clínico do Hospital Israelita Albert Einstein, soma cerca de 30 anos de consultório, trabalha com mais de 20 tecnologias diferentes, ensina outros médicos e apresenta trabalhos em congressos internacionais há décadas. A classificação do seu melasma sai do exame com lâmpada de Wood e dermatoscopia, feito na primeira consulta.

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Os três tipos e o que muda em cada um

Melasma no rosto antes do tratamento na Clínica Wulkan

Tipo Onde está o pigmento Como costuma se comportar O que tende a funcionar
Epidérmico camada superficial contorno mais definido, costuma clarear mais rápido ativos tópicos e retinoides; boa resposta
Dérmico camada profunda aspecto acinzentado, contorno menos definido, resposta lenta recursos que alcançam a derme, como microagulhamento
Misto as duas camadas o mais comum; áreas do rosto respondem em ritmos diferentes combinação, ajustada ao longo do programa

O tipo não é escolha do paciente nem do médico: é o que o exame encontra. E ele pode mudar com o tempo — melasma superficial não tratado tende a se aprofundar, o que é mais uma razão para não deixar passar anos.

Como se descobre o tipo

Três recursos, em ordem de uso:

  • lâmpada de Wood — a luz ajuda a evidenciar o pigmento superficial; quando o contraste aumenta sob a lâmpada, isso sugere componente epidérmico;
  • dermatoscopia — mostra o padrão do pigmento e o componente vascular, que também influencia a escolha do tratamento;
  • fotografia padronizada — não classifica, mas é o que permite acompanhar a resposta mês a mês sem depender da memória.

Em situações atípicas ou resistentes, a análise histopatológica pode entrar. Na maioria dos casos, porém, o exame clínico bem feito resolve.

Por que isso decide o tratamento

Acompanhamento do tratamento do melasma na Clínica Wulkan

Tratar melasma dérmico com estratégia de melasma epidérmico é a receita para meses de frustração — e o contrário, tratar superficial com energia de profundo, é a receita para escurecer.

O melasma dérmico não responde bem a clareador isolado, simplesmente porque o ativo não chega onde o pigmento está. É aí que entram recursos capazes de alcançar a derme, como o microagulhamento e o laser em baixa fluência.

No misto — o cenário mais frequente — o programa combina as duas lógicas e vai ajustando conforme cada região do rosto responde. Não é raro a testa clarear antes das maçãs do rosto.

Onde o melasma aparece: os padrões de distribuição

Além da profundidade, o melasma também é descrito pela região em que se distribui — e isso ajuda tanto no diagnóstico quanto no acompanhamento:

  • centrofacial — testa, nariz, buço e queixo; é o padrão mais frequente;
  • malar — restrito às maçãs do rosto;
  • mandibular — ao longo da linha da mandíbula, mais comum em pele madura;
  • extrafacial — colo, braços e pescoço, geralmente ligado a exposição acumulada.

Reconhecer o padrão importa por dois motivos práticos. Primeiro, ele ajuda no diagnóstico diferencial: mancha assimétrica e restrita a um lado raramente é melasma. Segundo, regiões diferentes respondem em ritmos diferentes — e saber disso evita a sensação de que o tratamento parou de funcionar quando, na verdade, uma área está apenas mais lenta que a outra.

A base que vale para todos os tipos

Nenhum creme, sozinho, resolve melasma — e essa é a parte que mais confunde. O tópico segura o pigmento e chega a um platô; o que muda de patamar é a soma de medicamento oral, tópico e procedimento, montada para o seu caso.

Entre os orais, o ácido tranexâmico é o que tem mais evidência acumulada, e ele não é um suplemento inofensivo: tem contraindicação real (risco trombótico, uso de anticoncepcional, histórico familiar de trombose) e só entra com prescrição e acompanhamento. Entram também antioxidantes orais e fotoprotetores sistêmicos, como reforço da base, nunca como substitutos dela.

Do lado tópico, os clareadores modernos — thiamidol, cisteamina, ácido tranexâmico tópico, retinoides — trabalham em etapas diferentes da produção do pigmento, e é por isso que costumam ser combinados e revezados. A leitura técnica sobre o ácido tranexâmico oral e tópico detalha essa parte. Como o melasma se forma explica por que atacar uma etapa só costuma dar resultado curto.

Quanto custa o tratamento

A avaliação inicial fica em torno de R$ 800 e os programas completos de tratamento do melasma vão de R$ 3.000 a R$ 8.000 — combinando lasers, peelings, radiofrequência robótica, regeneração dérmica e medicamentos orais e tópicos, em protocolos personalizados. O valor exato depende da avaliação, do tipo de melasma e do plano indicado para a sua pele.

O que move o valor é sempre o mesmo conjunto: quantas frentes o caso exige, quantas sessões e qual recurso entra. Melasma raso e recente costuma responder com menos; melasma dérmico, antigo e já tratado sem critério exige um programa mais longo.

Artigos científicos recentes sobre tipos de melasma

Uma revisão de escopo publicada em 2025 na Dermatopathology analisou 37 ensaios clínicos em humanos que incluíam análise histopatológica — ou seja, estudos que olharam o tecido e não apenas a aparência da mancha. A maior parte foi conduzida em mulheres com fototipo III ou maior.

O achado mais útil para a prática é a correspondência entre tipo e tratamento: há evidência histológica forte a favor de retinóis e retinoides no melasma epidérmico, e do microagulhamento no melasma dérmico. Os autores registram também a escassez de ensaios com correlato histológico e, ainda mais raros, de estudos que incluam análise de qualidade de vida — o que reforça que a classificação clínica bem feita continua sendo o guia mais confiável no consultório. O estudo completo está em A Scoping Review on Melasma Treatments and Their Histopathologic Correlates (2025).

Perguntas frequentes: tipos de melasma

Quais são os tipos de melasma?

São três, definidos pela profundidade do pigmento: epidérmico (superficial), dérmico (profundo) e misto, que combina os dois.

O misto é o mais comum. A definição sai do exame com lâmpada de Wood e dermatoscopia, e é ela que orienta toda a escolha de tratamento.

Qual tipo de melasma é mais difícil de tratar?

O dérmico, porque o pigmento está em camada profunda, onde ativos tópicos não alcançam bem. A resposta é mais lenta e exige recursos que trabalhem a derme.

Isso não significa que não trate: significa que o programa é mais longo e mais combinado, e que expectativa realista faz parte do plano.

O tipo de melasma pode mudar com o tempo?

Pode. Melasma superficial que fica anos sem tratamento tende a se aprofundar, e casos tratados com energia excessiva também podem evoluir para um quadro mais resistente.

É um dos motivos para não adiar a avaliação: quanto mais cedo, mais simples costuma ser o programa.

Dá para saber o tipo olhando no espelho?

Não com segurança. O melasma dérmico costuma ter aspecto mais acinzentado e contorno menos definido, mas essa impressão falha com frequência.

A classificação depende do exame — lâmpada de Wood e dermatoscopia — e é ela que evita meses de tratamento na direção errada.

O tratamento muda muito de um tipo para o outro?

Muda o eixo. No epidérmico há evidência histológica forte para retinoides tópicos; no dérmico, para microagulhamento.

No misto se combinam as duas lógicas, com ajuste ao longo dos meses. Em todos os tipos, a base de fotoproteção e o controle dos gatilhos continuam iguais.

O ambulatório de melasma da Clínica Wulkan

A Clínica Wulkan mantém há mais de 15 anos um ambulatório dedicado só ao melasma. Ali o tratamento não é sessão avulsa: é um programa integrado que combina todos os nossos lasers, peelings, microagulhamento robótico, dermapen, HIFU e medicamentos orais e tópicos, alternando entre eles ao longo de meses conforme a sua pele responde.

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Avaliação de melasma com o time da Clínica Wulkan

Saber em qual dos três tipos você está muda o tratamento inteiro — e isso se define em uma avaliação, não no espelho.

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