Os principais riscos do preenchimento de glúteo são a oclusão vascular (que pode levar à necrose), os nódulos, a infecção e a assimetria — além do risco proibido do PMMA. Feitas por um médico especialista, com produto registrado e técnica correta, essas complicações são raras; fora disso, o risco cresce muito. Entenda cada uma e como evitá-las.

Conteúdo revisado por Dr. Claudio Wulkan — dermatologista, CRM-SP 90.579, RQE 39.944. Atendimento nas unidades Jardim Paulista (São Paulo) e Osasco Centro.

Sumário: o que você vai encontrar aqui sobre os riscos do preenchimento de glúteo

Os principais riscos

Oclusão vascular e necrose

É o risco mais temido. Se o produto entra em um vaso ou o comprime, pode interromper a circulação e levar à morte do tecido (necrose). No glúteo, onde os vasos e a musculatura são volumosos, injetar às cegas, no plano errado ou por mãos não especializadas aumenta muito esse risco. O especialista conhece a anatomia de perigo, usa cânula e, quando indicado, ultrassom para guiar a aplicação.

Nódulos e “bolinhas”

Surgem do preparo incorreto do bioestimulador, de produto de baixo rigor ou de técnica frágil. Costumam ser palpáveis e, às vezes, visíveis.

Infecção, hematoma e assimetria

Hematomas e sangramentos são mais comuns fora das mãos de um especialista. Infecção é rara com técnica estéril. Assimetria e “excesso de volume” vêm de indicação e planejamento ruins — por isso a avaliação é tão importante.

O risco proibido: PMMA (metacril)

O PMMA é um preenchedor permanente, injetado no músculo, associado a complicações tardias graves — inclusive insuficiência renal — e proibido pela ANVISA. Grandes volumes, produto que não sai mais: quando dá problema, o problema também é permanente. Nossa posição, desde sempre, é recusá-lo, no corpo e no rosto. Fuja de quem oferece “preenchimento definitivo” barato — quase sempre é PMMA.

O risco da anestesia em grandes áreas

Um risco de que pouca gente fala: em áreas grandes, o anestésico em excesso é absorvido e pode causar intoxicação sistêmica, com risco de convulsão e, em casos graves, morte. Por isso anestesiar o glúteo é ato médico, feito em ambiente clínico preparado — nunca em salão de beleza, sala de estética de shopping, supermercado ou com esteticista, dentista ou biomédico.

Como um especialista reduz os riscos

A maioria das complicações graves é evitável com o básico bem-feito: médico com CRM e RQE, produtos registrados na ANVISA (só ácido hialurônico e bioestimuladores, nunca PMMA), cânula no plano correto, ambiente clínico e uma avaliação honesta que diz o que dá e o que não dá para fazer. Veja quem faz e como escolher em especialista em preenchimento de nádegas.

Preço muito baixo é sinal de alerta. Um procedimento seguro custa o que custa a estrutura, o produto reconhecido e a experiência de quem realiza. Orçamento muito abaixo do mercado quase sempre significa ambiente não médico, produto ruim ou PMMA — e, num procedimento que mexe com vasos e anestesia, o barato costuma sair caro.

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O que a ciência mostra sobre os riscos (estudo de 2025)

As complicações graves do preenchimento com ácido hialurônico são raras, mas existem — e é por isso que a escolha do profissional importa. Um estudo publicado em 2025 nos Annals of Plastic Surgery analisou 290.307 aplicações de ácido hialurônico e encontrou complicações graves em 0,0041% dos casos (cerca de 4 a cada 100 mil) — a maioria por oclusão vascular, quando o produto entra ou comprime um vaso.

No glúteo, onde os vasos e a musculatura são volumosos, essa oclusão vascular (e a necrose que pode vir dela) é o risco mais temido — e é o que o preparo de um especialista, o plano correto e a técnica com cânula ajudam a evitar. Os próprios autores reforçam que, mesmo com incidência baixa, é preciso atenção constante para reduzir ainda mais as complicações. Traduzindo: “raro” não é “nunca”, e quem faz o procedimento faz toda a diferença.

Tamura T et al. Complicações graves de preenchedores de ácido hialurônico: estudo retrospectivo de 290.307 casos. Ann Plast Surg. 2025;94(6):630–633. doi:10.1097/SAP.0000000000004327

Sinais de alerta: quando procurar ajuda

Depois de um preenchimento, procure o seu médico com urgência se notar dor intensa e desproporcional, palidez ou mudança de cor da pele (esbranquiçada ou arroxeada), pele muito fria, manchas escuras ou feridas na área. São possíveis sinais de oclusão vascular, que tem tratamento (hialuronidase) e é mais eficaz quanto mais cedo iniciado. Por isso o acompanhamento com quem realizou o procedimento é parte da segurança.

Perguntas frequentes

Preenchimento de glúteo é perigoso?

Feito por médico especialista, com ácido hialurônico ou bioestimulador registrado e técnica correta, é um procedimento seguro e as complicações graves são raras. O perigo real aparece com não especialistas, plano errado e PMMA.

O que é necrose no preenchimento?

É a morte do tecido por falta de circulação, quando o produto entra ou comprime um vaso. É rara, mas grave; por isso a técnica com cânula, o plano correto e o especialista são essenciais.

O ácido hialurônico do glúteo pode ser removido?

Sim — o ácido hialurônico pode ser dissolvido com hialuronidase, o que é uma vantagem de segurança. Já o PMMA é permanente e não sai, um dos motivos pelos quais o recusamos.

Como diminuir os riscos?

Escolha um médico com CRM e RQE, confirme produto registrado (nunca PMMA), exija ambiente clínico e desconfie de preço muito baixo. A avaliação honesta é o primeiro passo de segurança.

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