Tratamento das hidrosadenite ou hidroadenite com laser – SP

A hidroadenite/hidrosadenite  é uma doença altamente incapacitante e angustiante.

 

Somente quem tem durante anos infecções recorrentes hidradenite/hidrosadenite, entende o que é a doenças e como ela é incapacitante.
Um trabalho inovador, feito na faculdade de São José do Rio Preto, no Brasil, trouxe uma possibilidade de melhorar com laser expressivamente os quadros recorrentes da hidroadenite/hidrosadenite.
O trabalho científico foi pensado e desenvolvido pelo meu amigo e competentíssimo prof. Dr. Carlos Roberto, professor na faculdade de medicina de SJRP.

 

Utilizando o laser específico   NdYAp 1340nm ( no Brasil chamado de ProDeep, da INDUSTRA Technologies) e feitas entre 4 a 8  sessões, o tratamento trouxe  melhora intensa nos quadros inflamatórios e recorrentes da doença hidroadenite/hidrosadenite para mais de 70% dos pacientes tratados.

 

Esse trabalho utilizando o laser NdYAP 1340nm no tratamento da  hidroadenite/hidrosadenite, e  publicado em revista científica de dermatologia, foi discutido já em diversos congressos médicos. Na clínica Wulkan  dispomos do laser 1340nm ,  e oferecemos o tratamento avançado a laser da hidroadenite/hidrosadenite. 

 

Se você tem hidradenite/hidrosadenite e já tentou tudo, cirurgias, antibióticos orais e tópicos, o tratamento a laser da Hidradenite deve ser uma opção a se considerar. 

O que é Hidradenite Supurativa

A hidradenite é uma doença que surge devido a uma obstrução do folículo piloso, levando ao acúmulo de material sebáceo e suor, tendo como consequência a inflamação local. Na maioria das vezes o acúmulo desse material dentro do folículo piloso provoca a sua ruptura, facilitando a contaminação por bactérias e a formação de pequenos túneis ou fístulas.Ao contrário do furúnculo, a hidradenite tem carácter crônico, com duração que varia de semanas a meses. A recorrência também é comum, fazendo com que a inflamação no mesmo local da pele ocorra várias vezes durante a vida.

É mais comum nas mulheres que nos homens, e é mais comum em adolescentes e adultos jovens. A obesidade influencia demais o desenvolvimento da hidradenite, assim como pessoas fumantes e naqueles com história familiar de hidradenite supurativa.

Características clínicas da Hidradenite Supurativa

 
A hidradenite é uma doença que acomete preferencialmente áreas de dobra ou flexoras como as axilas, virilhas, região inferior das mamas ou dos glúteos, ao redor do ânus, saco escrotal ou na parte de dentro das coxas.

Inicia como um único nódulo inflamado e doloroso. Com o tempo, outros nódulos ao redor podem surgir. Também estão presentes os macrocomedões: lesões tipo cravos. Outros sintomas iniciais e comuns são: coceira e suor no local.

Esses nódulos costumam ser muito dolorosos e podem durar vários dias ou meses. Nesta fase, a hidradenite costuma ser sub-diagnosticada, pois a maioria das pessoas a confunde com uma “espinha interna” ou “furúnculo sem a cabeça de pus”. Ao contrário do furúnculo, a hidradenite tem uma evolução mais insidiosa, crescendo de forma mais lenta.

Geralmente, o nódulo melhora ou drena espontaneamente, mas retorna no mesmo local após algumas semanas. É possível a formação de fístulas, que se comunicam entre si e com o exterior, drenando um material purulento e com odor forte.

Depois de um período variável de tempo, o nódulo doloroso progride para formar um abscesso, que pode drenar. Ao “estourar” o nódulo da hidradenite drena um material purulento e/ou sanguinolento. A dor muitas vezes melhora após a drenagem.

Cicatrizes podem surgir após a resolução de lesões muito inflamadas, sendo mais frequentes na virilha e na axila. É possível ocorrer redução da mobilidade do braço devido as cicatrizes extensas nestes locais.

A hidradenite supurativa afeta muito a qualidade de vida do paciente. Como resultado, alguns pacientes apresentam o isolamento social, depressão, fim de relacionamentos e até dificuldades profissionais.

Estágios da Hidradenite

A hidradenite supurativa costuma ser classificada em três grupos de gravidade da doença:

  • Estágio I – formação de abscesso único ou múltiplo, mas sem formação de canais, túneis ou cicatrizes.
  • Estágio II – abscessos recorrentes, com formação de canais, túneis ou cicatrizes. Ainda é possível individualizar as lesões.
  • Estágio III – envolvimento difuso da região da pele acometida, com múltiplas lesões, vários túneis interligados e cicatrizes extensas.
Diferenças entre furúnculo e Hidradenite Supurativa

Os furúnculos são lesões que não costumam recidivar no mesmo local, não têm preferência por áreas de dobras, não possuem o macrocomedão, não apresentam fístulas e nem formam cicatrizes extensas.

Tratamento da Hidradenite Supurativa

Não há cura definitiva para a hidradenite supurativa. Mas o tratamento precoce com o dermatologista pode ajudar a controlar os sintomas, evitar novas lesões, além de impedir a formação de cicatrizes.

É muito importante medidas não medicamentosas no controle da hidradenite. A principal é evitar o cigarro. Consumo excessivo de laticínios e alimentos ricos em açúcar também parecer ser prejudicial para quem tem a doença. Nos pacientes com excesso de peso, emagrecer é essencial. E sempre realizar a higiene diária do local afetado com sabonetes antibacterianos indicados pelo seu médico.
Existem opções de tratamentos com creme e pomadas, além de medicamentos orais como antibióticos e imunossupressores. Atualmente, ocorreu a aprovação pela ANVISA para o uso de um imunobiológico (Adalimumabe) para controle da inflamação na hidradenite. É sempre importante lembrar da participação da cirurgia em qualquer estágio da doença como uma abordagem segura e eficaz na maioria dos casos.

Medicamentos

Já existem alguns medicamentos em estudo para o tratamento da Hidradenite Supurativa. Foram realizadas pesquisas com pacientes com hidradenite supurativa, de moderada a grave, tratados por 12 semanas.

Os resultados demonstraram resposta significativa ao tratamento por parte dos pacientes quando comparados àqueles tratados com placebo durante o mesmo período. A resposta ao tratamento é medida pelo o índice chamado Resposta Clínica para Hidradenite Supurativa (HiSCR – Hidradenitis Suppurativa Clinical Response), que avalia a melhora nos abcessos e nódulos inflamatórios.

De acordo com este Índice, é considerada resposta positiva ao tratamento a redução de pelo menos 50 por cento do total de abcessos e nódulos inflamatórios (em comparação à situação do início do tratamento), sem que haja aumento no número de abcessos e drenagem de fístulas. Além disso, na 12° semana, uma porcentagem significativa dos pacientes tratados com o medicamento apresentou uma redução clínica da dor na pele de cerca de 30%.

Tratamento com laser para Hidradenite

As terapias cirúrgicas e as técnicas com lasers são empregadas em situações nas quais já houve falha no tratamento das lesões com outras modalidades. As terapias com lasers surgiram como uma opção interessante devido à capacidade de aplicação em lesões extensas e conservação de tecido sadio ao redor das lesões, eliminando a necessidade do uso de enxertos ou retalhos cirúrgicos.

Em estudo, Hazen e Hazen36 utilizaram a técnica de laser de CO2 em 61 pacientes, com o total de 185 áreas tratadas, sendo observada recorrência em apenas duas áreas, em um mesmo paciente, durante período de seguimento que variou de um a 19 anos. Essa técnica induz a vaporização das lesões, sendo capaz de atingir os planos profundos do tecido gorduroso subcutâneo e fáscias musculares, sendo útil para a abordagem de lesões infectadas devido aos efeitos bactericidas do calor.

Com base no papel dos folículos pilosos na fisiopatologia da HS, sua ablação seletiva surgiu como opção interessante para o controle da doença. Dos tratamentos disponíveis, o laser de Nd:YAG 1,064-nm foi analisado por Tierney et al.37 em estudo com 22 pacientes.

Foram realizadas três sessões mensais de terapia, e os resultados obtidos mostraram melhora significativa em todos os pacientes tratados, com variações na melhora  dependendo das áreas tratadas (73,4% para região inguinal, 62% para a região axilar, 53,1% para a região inframamária resultando em melhora global de 65,3%).

Atraso no Diagnóstico da Hidrosadenite Supurativa

A Hidradenite Supurativa é uma doença inflamatória crônica que afeta muito a qualidade de vida do paciente. Aproximadamente 1% da população apresenta esta doença, porém a grande maioria não é diagnosticada ou sofre muito com o atraso no diagnóstico (tempo médio de 12 anos).

O atraso diagnóstico afeta de forma direta o desenvolvimento psicológico além de gerar cicatrizes/sequelas que prejudicam a morbidade dos braços e pernas.

Desta forma a procura por um especialista dermatologista para o acompanhamento é essencial para um diagnóstico precoce, início do tratamento e acompanhamento de comorbidades associadas.

Novos tratamentos para Hidrosadenite Supurativa

Existem diversas opções terapêuticas para Hidradenite Supurativa, de acordo com a gravidade da doença e as comorbidades apresentadas pelo paciente.

Atualmente, considera-se como fator principal da formação da Hidradenite a presença de moléculas inflamatórias como: TNF-alfa, IL-12, IL-17 e IL-23.

A eficácia do uso de anit-TNF alfa (ADALIMUMABE liberado pela ANVISA) foi descrito em pacientes com Hidradenite moderada a grave. Inclusive, um estudo com 10 pacientes apresentando doença grave foi conduzido pela Universidade de Pisa na Itália. Neste estudo, todos os pacientes apresentaram melhora da quantidade de lesões, além da redução da dor local e saída de secreção.

Este e outros estudos atuais sobre o uso de imunobiológicos na Hidradenite Supurativa demonstram novas possibilidades terapêuticas para uma doença que durante muito tempo foi negligenciada e não possuía estudos a respeito de tratamentos adequados.

Estes novos medicamentos são uma esperança para os pacientes que já tentaram diversos remédios sem resposta satisfatória além de auxiliar no tratamento daqueles pacientes que apresentam uma qualidade de vida comprometida pela gravidade de sua doença.

Fonte:

Hidradenite supurativa: atualização e revisão de suas modalidades terapêuticas

‘Hidradenitis Suppurativa: update and review of therapeutic modalities’

Guilherme Muzy1; Elisete Isabel Crocco2; Renata Oliveira Alves3

 

 

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Escrito pelo Dr. Claudio Wulkan, Dermatologista.

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